the land of confusion

I still


I still searching

go away


A saga que me segue e antecede de tantos períodos desritmados, fracções incalculáveis e números inexistentes. São soltos murmúrios que proferes junto a mim, quando no frio de noite te escapas para a rua de miséria onde sempre pertenceste.

forgive me so than I can forgive you


Foi para isto que me chamaste, para dizeres que o nosso amor não passou de uma primavera morta que foi desterrada em pleno e rigoroso inverno, que por entre a chuva me sacode e impede de abrir os olhos e ver o que não está lá.
Perdoa-me se não consegui traçar cada detalhe do teu rosto, se cada linha não tem sentido e se cada compasso do ritmo do meu coração está descoordenado, é o bem ou o mal que me fazes, já não sei... não sei para onde me virar para te procurar. Angústia a incidir no meu peito, a arder a minha voz que lentamente, muito lentamente, mais lentamente do que alguma vez pedi, o teu nome doí no ver de crer.
São as aspas que não fechaste, que eu ainda procuro terminar, mas algo me disse, algo me sussurrou que tudo foi apenas uma onda do mar, passageira mas violenta, que remexeu todos os pormenores redundantes e não redundantes da minha pobre alma colhida de ti mesmo, ferida de tanto amar.
A nostálgia abraça-me vezes sem fim, quando pairo à beira rio, à procura de algo teu em tudo o que vejo e não toco, da natureza que não me pertence e nunca pertenceu. Lá no fundo, bem no fundo perto da linha imaginária vejo o horizonte perdido que um dia desenhei perfeitamente onde o céu toca o mar. A tua mão na minha, a flutuar, por entre a embriaguez da nossa perdição. São a tinta que tingiu todos os vestígios da tua presença... ainda sinto a tua inércia a exercer sobre o meu pescoço, os teus lábios que fazem fluir o silêncio, da chama de quem chama paixão.
Perdoa-me se disse o que querias ouvir, se te tornei cristal ouro de barro feito de sangue, que corre em mim. Perdoa-me. Perdoa-me por não saber o que fiz, para que aqui me deixasses sem terra, sem chão, sem sequer coração. Dar-te-ia tudo, uma mais vez, se soubesse que a pena valeria. Arrancar minha alma e o perdão, que num embrulho pobre de feição, te entregaria de doces modos, para que do teu jeito o olhasses e dissesses que o arrependimento, doí e marca. "Perdoa-me meu amor, por me teres perdoado."
Perdoa-me o bem que te fiz, se de mal entendeste.

your eyes, my sacrifice


Perdi-me no azul turqueza dos teus raiantes olhos, quando me pegaste na mão e me perguntas-te se já estava na hora de eu partir.

return of the lie


Beijaste-me a testa e quando partiste, o teu cheiro assombrou-me todo o percurso. com o vento na algibeira pude sentir o teu odor vezes sem conta, ainda o trago escondido, para de vez em vez o ir relembrando, como era bom poder caminhar contigo no mais dos silêncios perpétuos, em que me respondias quase incessante, com o teu olhar fulminante que me queimava a boca, que desejava o teu beijo requintado de loucura. Procurei as tuas largas mãos no meu pescoço, pois o calor e o formigueiro que senti, voltava a sentir a pouco e pouco, mais forte, mais forte e depois mais lento.

Persegui os meus joelhos, contronei-os à procura da tua língua, que lá passava e descia até ao tornozelo; tamanho encanto quando me apercebi que voltaras da terra sem retorno, totalmente ileso, sem nenhum vestígio de partida. Acenei-te bem ao longe, mulher feita e desejosa de te prender junto dela.

Mulher eu, que te desejo como homem.

No arrependimento ingénuo, castigo-me por uma mais vez, me ter deixado perseguir e possuir pela ilusão daquilo que um dia foi meu.

I'm so warm and calm inside


Ela só quer construir amor próprio, não quer apetrechos nem atalhos com ela, apenas quer complexidade da solidão, excluir tudo o que a deixa sem visão, descobrir acessórios no acessório de pensar, criar pontes de raciocínio até que encontre a solidez da sua percepção... e depois?... depois ela vencerá.

sarcastic


(...) and I, get sick when I'm around, I, can't stand to be around,
I, hate everything about you!
everything about you, everything about you, everything about you!

Some say I've got a bad attitude,
but that don't change the way I feel about you,
and if you think this might be bringing me down,
look again 'cause I ain't wearing no frown! (...)

it's funny when things go wrong


Tratei de apagar cada deixa tua, neste diálogo envolto em ciúme, ponderei em delinear pontos de exclamação em cada dúvida a que te propuseste, mas com sublime exactidão engrandeci os teus feitos que me amaram e pus-te no mais alto pedestal e amei-te uma mais vez.
Propus-me, novamente, a errar, tragicamente como da primeira vez, para que na minha cabeça surgisse a definição daquilo em que te tornaste. Não vejo mais, senão um vulto desprezado e carente de afectos, algo de que tenho pena. É ridiculo ver no que te tornaste, em vez de progredires, retrocedeste e todos os encantos que alguma vez tiveste, desfaleceram no brilho intenso de criança que ainda se encontra nos teus verdes olhos... mas por quanto tempo?

sou inteira


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis.

why am I crying?


Preferia ver-te, miragem, do outro lado do vidro embaciado, não como nítido e perfeito diante os meus olhos, pois vieste novamente agitar os rios da minha mente. A inconstância retornou e embaralhou os meus sentidos, como se de um veneno letal se trata-se.
Doce e harmoniosamente fizeste soar a tua voz, nas minhas mãos pegaste como se fosse flores colhidas para o regaço da mulher que procuras em cada rosto. O teu olhar poisou sobre esta criança, ainda sem formação completa, que mexe contigo em qualquer coisa, tentas-a conquistar com sorrisos malandros, convites indiscretos e promessas soltas, aproximas-te o seu intimo recanto e piscas-lhe o olho, que matreiro ri. Um rir malicioso de vitória de rompante.
Mas, essa pequena e delicada flor, a menina que um dia já tiveras na tua mão, cresceu... esta fortaleceu as suas crenças e preservou a sua dignidade, ao negar os teus fados indiscretos e amassos provocantes que a enlouquecem. Deixam-na confusa e sem jeito.
Ela procura ter-te na mão, talvez ela te tenha pois o fruto proibido é o mais apetecido e neste jogo de rato e gato, ela tem o dom de vitória, mas será ela capaz, de saber quando o jogo acaba? Ou deixar-se-à perder na euforia e no enamoro deste jogo de audazes?

without.


Without you, I live a little more every day. Without you. Only without you, I could learn to live more. Without lembrances, without your stupid "advices", without your stupid points, I don't care anymore, I 'm tired to live with every moment, every laugh, every smile... I learn to be strong and I learn to forgive... but you... you don't diserve, and you never diserved.
It's safe to say, that I'm ready to let you leave.

quase utópico


Quando naquele momento me abraçaste contra ti, tão forte e determinado como a primeira vez, vi o fogo a arder nos teus olhos e por entre os teus lábios li todo o guião que tinhas preparado para este nosso encontro inesperado. Cruzaste-me as mãos nas tuas, desviaste-me cuidadosamente o cabelo, e beijaste-me o pescoço à procura de algo mais.
A chuva interrompeu-nos, levaste-me para casa... e lá... e lá não disseste mais nada. Apenas escrevemos juntos o indízivel.

love can do everything


Darkness cannot drive out darkness; only light can do that. Hate cannot drive out hate; only love can do that. Martin Luther King.

diálogos interiores


Perante a minha dura personalidade e orgulho besta, desmenti os meus actos e frajequei perante todos os meus sentidos. Deitei-me com o diabo, e como fruto desse romance proibido surgiu a minha consciência minimal que ousa afirmar-se.
Sussurra por entre todos os meus pensamentos, que o perdão é a fraqueza da realidade, depois de tal disparate respondi-lhe que o perdão faz parte do meu carácter, que eu sou digna ao perdoar o imperdoável, pois esta característica forte é o que faz de mim o que sou.
Durante meros instantes troquei tudo por maldade, fiquei cega e muda perante os juízos precoces da minha mente, que me castigou até que o cor da ilusão passou. As linhas delinearam-se novamente e eu pude respirar e tirar derradeiras conclusões, que a verdadeira força em mim consiste na lealdade que tenho a mim mesma.
Viverei somente, do núcleo que em mim criei e não esse núcleo em função de me criar, moldar e tecer todas estas palavras que deslizam dos meus dedos. Sou clara e objectivo face ao que penso, não penso com o coração, pois pensar é a doença letal do coração, sou irracional quando me torno irascível perante o corpo da tua ingénua argumentação.
Antes de começares, recorda que, no recorrer do nosso diálogo explorarei as tuas fraquezas e farei que a tua liberdade seja condicionada somente pela minha mão, pois mediante as tuas séries de razões, eu serei sempre mais correcta e justa, mesmo que para isso passe por cima das tuas emoções.
Dar-te-ei sempre, uma nova chance até... talvez até, cometeres o crime de partires sem razão, de atraiçoares a confiança que em ti sempre depositei, mesmo quando me deixaste pela primeira vez. Desta vez quem te deixou fui eu, e diferente de mim, reagiste e não refutaste a hipótese de negação. Este facto consumou o meu coração e a minha alma caiu por terra, quando me apercebi de tamanha injustiça cometi ao ignorar-te.
Retomei o percurso a qual me destinei, mas até que ponto irei eu dominar as minhas acções? Observar a minha ingenuidade a aguçar-se e a preparar-se para tomar conta de mim? Assistirei na tribuna a minha própria desgraça?
É uma questão de consciência. Sou aquilo que sou cheia de altos e e baixos. Deixei-me de extremos, passarei a regir-me por um equilíbrio, ou talvez por um pseudo equilíbrio. Espero que te lembres que cresci, e não sou mais a menina que fui quando me conheceste.

chega perfeitamente

"Do pouco que te dou, dou com sinseridade. Faço o melhor que posso e o melhor de mim tu já tens. Chega-te isso?" Jete.

how do you feel?


Sei que tudo muda, indiferentemente do nosso espaço e do nosso tempo até que o medo nos imuniza contra a monotonia da agonia e da saudade.
Mas põe-te no meu lugar... pensei que tu irias aprender a perdoar-me para que, eu reciprocamente, aprende-se a sentir.
...aprendi somente uma coisa, após a tua ausência... que o sempre existiu e que se alterou espontanêamente após... após me deixares aqui. Sozinha.

de ressaca


Com o tal efeito psicotrópico em mim, alterada pelas luzes confusas dos candeeiros perto do mar. Já só tinha quatro cigarros dos dois maços que comprei aproximadamente perto das oito horas da noite. Os meus rins drenavam mais álcool do que água ou mesmo sangue, realmente ontem abusei.
Após uma meia noite nas rochas demos os parabéns ao afintrião do tal jantar. Era precisamente meia noite, quando a minha hipnose começou. Decidi, que estava na altura de entrar no bar e beber um kalashnikov, que por sua vez estava delicioso e venenoso, se é que me entendem. Saí do bar acompanhada... chegamos perto do grupo de vinte pessoas e duas destacaram-se, pois tal como eu e o meu convidado queria apreciar o gosto venenoso dos shots. Foi letal. Bebi mais um, desta vez um nuvem. Brindei novamente junto aos meus amigos, à vida.
Já não assimilava qualquer tipo de pensamento, de repente todos os meus pensamentos se escapuliram da mente, apenas retornaste tu, da tua longa viagem. Não ficaste, apenas me lembraste que partiste e para nunca mais voltar.
Cheguei tarde a casa, a recordar a noite fantástica que tive, junto das pessoas que realmente gosto. Senti-me protegida, senti-me amada. Apesar de teres ressurgido no meu pensamento, será apenas uma estadia de pouca dura, pois este dia apenas tem vinte e três horas e eu quero esquecer-te para sempre, pois nunca foste digno de mim. Apesar de ter sido tarde, descobri a verdade, já mais nada importa, pois tu ainda andas à procura daquilo que já encontrei. Foste.

ma voyage


Como a Margarida costuma dizer: VAMOS A CUBAAAA!

foste tu


Debaixo do vento, voo mais alto que uma águia, com fé me prendo ao esplendor de natureza, mas... prevejo o degrado do ser. Consisto em ser o que sou, somente aquilo que tento ser, nada de pragmático, nada de complexo.
Poiso nas ondas violentas da tua agonia, pairo nas correntes fortes de leste, oiço o chamamento da consciência e mesmo assim nego todas as hipóteses formuladas pois dentro de mim nada encontro, a não ser o calmo vazio, a tua ausência insistente.
Por muito que não te procure, vens-me sempre parar às mãos e impávida e serena te olho... olho e vejo a desgraça em que te tornaste, já não vejo quem há muito vi. Não passas de vergonha.
Mal dizer... aperfeiçoei esta minha técnica sem querer, fui obrigada pela inconstância dos meus pensamentos, entre todos os paralelismos infinitos da minha confusa mente. Para onde terá ido a minha alma, pois o espelho que reflectia a felicidade partiu... partiu e possivelmente nunca mais voltará... vaguearei nas sombras sempre à procura do tal encaixe, do coração que chora tal como o meu, para que ambos se completem e formem a manhã, o dia e a noite. A rotina próspera que é calculada minuciosamente nos meus sonhos.
Sonhos. Somente ilusões causadas pelo pensamento enquanto durmo, não mais que isso. Reflexões sem causa e sem propósito.
Despojos de vivências, despojos de desilusões que atacam-me sem perdão, que devoram a calma e serenidade e dão espaço à tristeza e decepção.
Já não te conheço e já duvido se alguma vez te conheci. És a pedra no meu sapato e razão do corte radical de toda a minha liberdade; tenho asas e não voo no firmamento pois todas as estrelas ocuparam o meu lugar e hoje não sou mais, que uma estátua antiga violada em plena praceta.
Sou chuva de Outono persistente que lentamente descobre a lua no ar... lua esta só que brilha incandescente sem arder. Onde estará o propósito ao qual tenho de me agarrar? Não há. Já houve. E foste tu.

desafio musical


1º step (postar a imagem da tua banda/cantor/artista preferido)


Desafio e desafio-me a responder a algumas questões sobre música. Este desafio consiste em indicar:


1. Em que situações costumas ouvir música;
2. A música que consideras indispensável no teu mp3;
3. A música que acompanhou a tua adolescência;
4. Descrever e eleger a música que esteve num momento embaraçoso;
5. A(s) música(s) que mais te marcou (marcaram) e porquê;


Em seguida deves nomear os blogues e associa-los a uma música. (Quando responderes aos desafios não te esqueças de enumerares as regras do desafio no teu blog.)


1. A música para mim é uma constante, não existe um momento certo para a ouvir;
2. Nirvana - Heart Shaped Box
3. Metallica - Nothing Else Matters (apesar de ainda não ter terminado a minha adolescência, tenho a certeza que será a música que me acompanhará ao longo do tempo, pois a sua mensagem é fundamental para mim e para o meu crescimento enquanto pessoa);
4. Talvez tenha sido a Rape Me dos Nirvana, pois em plena baixa lisboeta cantei-a demasiado alto e pelo ar das pessoas... apercebi-me que talvez tenha exagerado no enfâse da seguinte frase "rape me, rape me my friend; rape me, rape me again".
5. A Through The Glass dos Stone Sour, na voz masculina mais profunda que eu alguma vez ouvi, talvez por ter sido a única espectadora a ouvir tal beleza ainda por cima, em momentos tão especiais; Cada vez que oiço a This Love dos Pantera, particularmente o verso "(...)In my life, all I wanted was the keeping of someone like you(...) recordo-me que estou sempre sob o olhar atento, mesmo este estando bem longe de mim, do meu jete; In my Darkest Hour dos Megadeth, marcou-me intensamente pela sua letra, pois directamente me remete para a introspecção de mim mesma e das circunstâncias em que vivo; Ozzy Osbourne com a sua música Dreamer define aquilo que sou, uma sonhadora inata; existem mais algumas músicas que me marcaram, mas é sempre bom guardar um bocadinho de nós e fazer-se segredo.

Passo este desafio aos seguintes blogues:

- Closed Book - http://dustofaclosedbook.blogspot./ - "She is my baby,
I love her so" (minha Ritinha, desafio-te também a descobrires qual é esta música da qual te dediquei o verso.)


- Dança e Loucura - http://dance-et-folie.blogspot.com/ - (sinseramente Maria Ana, não sei que música hei-de associar ao teu blogue e a ti, desculpa.)



share with me


Passeio-me nas linhas do teu rosto, perdida por entre pensamentos. Todos eles paralelos, todos eles paradoxais fazem lembrar os ventos, todos eles definidos mas surpreendentes pois de tal forma grandiosa é a sua majestade, que todos os temem.
São estes que me elevam, e levam a sonhar, acordar e relembrar a pérola da tarde anterior e aquele mar tão calmo e silencioso que tropeça por acaso nos meus pés, que consequentemente... consequentemente já me invadi-o a alma com calafrios. Tal e qual como o teu beijo futuro no meu pescoço nu.
Como é bom poder sentir o que ainda é só um sonho numa manhã de Outono, que estranhamente lembra os primeiros dias de Primavera, que nos sorriem de soslaio e nos convidam a acordar e a desfrutar dos prazerosos dias que aí vêm. Como é bom ser ingénua e viver no meu conto de fadas, fantasiando uma e outra vez, para além das grandes muralhas de que é feito o meu reino.
Príncipe dos meus dias, tu que vais longe e me conquistas com tamanha dedicação, nos gestos que pronuncias no silêncio do escuro. Vem... vem de mansinho, para que no tumulto do sétimo sono me arranques a agonia que enfrento sozinha. Triste solidão e desilusão quando enfrento a realidade, o peso que sobrecarrega os meus ombros.
A névoa que veio, que não quer partir, enganou os meus sentidos com a sinistralidade de uma ilusão. Agora que quero voar... voar sempre mais alto... não consigo, sinto-me presa onde estou. Partilha comigo a tua alma vadia, para que eu não seja uma só mais alma perdida. Mente, mente vaga e subjectiva que me mantens acorrentada liberta-me no tempo, para eu caminhe sozinha mas digna de exercer os meus próprios passos, deixa-me construir o meu "fado".


R
E
A
L
I
D
A
D
E


A musicalidade das minhas linhas perdeu-se e descoordenou toda esta sintonia em que o ritmo descompassou. Os pezinhos deixaram de se enlaçar no chão... e ali, vejo o espectro de um corpo, que jaz no meio do palco. Sou eu, estendida e entediada, foi o medo que reapareceu e me converteu na sombra da vergonha. Pois da quimérica ilusão floresceu a realidade que veio desalmadamente ao meu encontro... e continuo estendida, ninguém deu conta que ali estava. (Permaneci, no mesmo local... adormecida.)

all in all is all we are


What else should I be?

All apologies.

What else could I say?

Everyone is gay.

What else could I write?

I don't have the right.




Everything is my fault, I'll take all the blame.

dilemas envoltos de imperfeição


Tanto de imenso tens, universo que me rodeias, que me deixas num beco escuro, presa por extensões invisíveis que tanto me criticas e rebaixas... que queres tu de mim? Nada tenho para te dar, para além das confusões colossais, emitidas pela minha mente que repuxam os meus sentimentos.
Não te posso dar algo que não tenho e que de mim não faz parte, sou um batalhão de confusões, pronto para cessar fogo contra a mínima esperança de construção individual, das minhas características específicas.
... nem do que mais precioso tenho, te posso dar.
Perguntas-me tu de sussurro, que de importante tenho para mim...
Explico-te meu amigo, que a escrita é a única riqueza que tenho e mesmo assim, esta está a tornar-se cada vez mais complexa e difícil de entender, pois é fácil relatar acontecimentos, o difícil é compreende-los e expressa-los como expresso. Até este dom, está a ser levado aos poucos por outros bandidos como tu.
Por favor, não me julgues... alia-te a mim, ensina-me como domar as circunstâncias.
Estas selvagens e complexas circunstâncias que teimam a fazer com que eu própria desapareça da minha escrita.
Com elas, vem a ignorância, a falta de inspiração e o temor de perde-la. A minha sensação, o meu parecer e a minha virtude, que giram em simultâneo no papel, como se fugissem da minha mente e se dispersassem sem qualquer sentido neste mundo que a tinta tenta retratar.
Já me levaste a percepção e vivo neste eterno calvário, de padecer sem certezas e sem raízes, com isto despeço-me de ti e peço-me que me libertes, pois antes de ti... já alguém me levou tudo o que tinha através de um simples acto de traição, mas antes, peço-te e suplico-te, que não me leves a minha escrita. A minha companheira da eterna e derradeira solidão de não se saber quem é e escrevinhar rascunhos da tentativa de "um ser" irreal.

I'm lost inside me


Enlouquecedor, este desejo absurdo de te libertar da minha quente palma de modo a que as tuas asas se soltem e se desacorrentem de mim para que um dia mais tarde tu me possas vir visitar sem que a consciência minha de que a tua forma jamais me atormente.
Hoje, ainda não é possível que a tua minimal sombra não me incomode, mas mais tarde, serás lembrança resguardada em mim. Não serás mais que pó, por entre toda a poeira existente em mim. Não serás um sonho ou ilusão, serás o fruto do alcance perdido e da magia quebrada, por desventuras mentidas, na falsa balada que ousaste tocar para mim.
Na tua memória embalsamada, petrifiquei e centrei os meus medos que me tornam gelo. Inquebrável.
Sou não mais que uma estrela perdida no firmamento, quente de desejo de te ver partir. Para longe, bem longe de mim. Para que à noite não me acordes mais num grito surdo que irrompe da minha garganta, do ter amor por ti e não te o saber dar. Jamais haverá oportunidade de te amar, uma e mais outra vez, pois por ti amor foi infortuno, desperdiçar o que de mais belo tinha para dar. Não a ti. Nunca jamais a ti, que julgaste usa-lo de rascunho, onde pudesses somente escrever notas. Nunca tiveste mais do que meras impressões.
Se há manuscritos desta história que insisto em reter, é devido às minhas mãos, sacrificadas de tanto papel.
Que nos calos das minhas mãos, sejam informes os calos que a minha alma adquiri-o, por pisar o território pedestre mal calcificado.
Ainda oiço, as tuas palavras, naquele tão antigo abraço, que hoje se apossou de mim e que me levou a divagar. Que me deixou confusa e impotente. Quero que partas e que partas já, mas como me posso despedir assim de tal fragmento que és da constituínte fórmula que é a minha curta vida.
Fico doente, só de pensar. Fico doente só de não pensar, que um dia houve alguém que arrisquei.
Triste sou, somente eu sou triste alma a divagar, na melancolia do sonho em que pena o desassossego onde sofro continuamente a humilhação de cada vez me conhecer melhor... bem melhor.
Ver claro em mim, é um estilhaçar de uma vidraça, de quando o corpo circula, numa dança de hesitação e de algum capricho, na busca incessante da correcta definição, da possível concretização de encontrar a doce, a bela, a ávida, a pura mulher que pretendo ser.
Lamentos. Lamentos e palavras soltas que ondulam no papel, que são traços de memórias e de sonhos por concretizar.
São lamentos chorões, são as incapacidades nas faltas de mim mesma.
O excesso de conhecimento, causa-me uma náusea tremenda, pois a fatalidade do que sou impede-me de te ter.
Foi assim que te perdi. Tenho a certeza.

the world is(n't) mine.


Deixo por dizer, na viagem que nunca fiz por entre as madrugadas inundadas pelo carmin imanente do doce vale que era aquele estádio de paraíso, onde tudo era funcional e perfeito, tudo era grandioso e gracioso.
As minhas mãos passando pelas tuas, encaminhando-as para o corpo esguio que se extinguia na sombra do pensamento, deste doce sonho de verão, perdido na selva desta cama que agora desfeita me sento à beira, de mãos suadas ao rosto, percorrendo o lençol manchado da loucura e do pecado.
Sossego esta minha mente, com um simples abraço envolto em soluços salgados.
E o tempo não pára, o tempo urge e o seu tique-tar irritante, pendulando nos grandes ponteiros do relógio. Ditadura do tempo em que vivo, presa aos fios do passado, tentando desajeitadamente e desesperadamente construir as torres colossais do futuro, onde possa lá ficar, tomar aquele templo como meu... e esperar lá. Sozinha olhando-me no espelho, nua por entre um véu, retocar a maquilhagem inexistente. Espero, que algum dia possa olhar o mundo e dizer que este foi realmente o amor da minha vida; pois eu tenho-o na mão. O mundo é meu. E é... um destino cruel.

hate. you. everything. hate. you. more.


I hate you and everything you do.

cegueira *induzida*


Neste porto secreto, sepulto as minhas ilusões envenenadas pelas vivências. Perpétuo, o meu estúpido sofrimento por algo sem forma de ser, arrasto-ma perante os caules da rotina à procura do que nunca existiu. Desfragmento-me de tanto pensar.
Esta dor tremenda, que tenho em erro fecundo nas minhas acções. Incapaz de avançar, torturo-me com os malabarismos deste destino que me faz de palhaça perante esta multidão.
Sou multifacetada, nada nem ninguém, pelo menos no seu estado de sanidade perfeita, poderá caracterizar-me como certa, pois sou um ser indomável e de mil e uma razões e de mil e uma feições.
Neste bicho papão, que criei com estas mãos, apercebo-me... que me estou a destruir. Pouco a pouco, mas já se nota que algo foi mudado, toda a irreverência se apagou como quando a chama de uma vela termina com o pavio. O aroma de pensamentos que antes, era o meu acto de criação, tornou-se tão banal como qualquer outra essência.
Guio-me no escuro, sem que ninguém saiba que na presença da luz... eu sou cega.

sweet nightmare


Dar-te-ei a mão, no derradeiro re-encontro dos dois corpos desalmados de tão perversa inocência, de tornarem aquele momento tão puro, tão delicado, numa demoníaca fome de perversa, onde o pecado jamais é posto à margem, neste mar de irreverência que o teu corpo tanto transcreve, nas linhas e linhas que escondes do mundo.
Vejo a loucura nos teus olhos, a arderem como esferas incandescentes, com o desejo torturante de contra ti me apegares. Vejo as tuas veias a latejarem da espera, a tomada de posse dos teus instintos carnais sobre o olhar perplexo do anjo que te domina do alpendre.
Desceste ao inferno para que pudesses levar este corpo e toma-lo como teu. O corpo subjacente ao teu, foi o alvo de todo o prazer e de todas as loucuras e fantasias. Determinaste um ponto e não o largas-te.
O teu suor era sangue, a gotejar no corpo branco e nu, sobre a cama desfeita num mar de ironias e de gritos incessantes de dor e lacerantes de prazer.
O gemido evocou ecos ao longo do corredor, apunhalou as sombras e os preconceitos. Destruí o caminho entre o certo e o errado. Nada mais importava, senão aqueles dois vultos que se agitam. Ouve-se o tilintar das algemas, ouve-se o som do chicote. Ouve-se então um grito de desespero.
Era eu a acordar deste sonho.

ingógnito


(viajando, nas tuas lunáticas viajens pelo por-do-sol, despedes-te do fumo que isolas no organismo quando travas o teu tão essencial cigarro...)


Esvoaças na vidraça dos meus tristes olhos, onde lentamente... muito lentamente escorres e evaporas-te num rio de bálsamo rebelde a agitar-se bem nos contornos redondos nos meus ondulantes caracóis.
Fujo devagarinho... muito devagarinho. Paro. Nada ardeu mais do que o gelo dos teus gestos.
Desfigurei-me em imagens suspensas no vento... e bem longe vejo o teu rosto. Sei-o decôr. O teu cheiro. O teu timbre. Mas... algo me deixa perplexa. (Já) não sei o teu nome.

felicidade mascarada



  • E o vento do norte, trouxe com ele a brisa de esperança que tanto ansiava; este induzio o meu espírito livre, libertou-o da prisão incómoda que é a minha mente, transpareci os meus sentimentos, aos poucos, como quem conta um milhão de estrelas.
  • Os meus pensamentos, organizados, coisa rara de se ver levaram-me às memórias mais felizes que alguma vez tive.
  • Por agora, esta doce lembrança de felicidade amenizam e desmascaram-me lentamente, pois um dia sei que a máscara voltará a aparecer, com novas cores, uma nova história e sobretudo... com um novo rosto.

everything about you has been one big charade


When you forced me into doing what you love
Mark my words no one loves you very much, yeah mark em
And when you tried to change me and tried to replace me
I couldn't help but end just hating you, hmm!

apenas estava (ou pensei estar) perto de ti.


Quis chorar junto à tua margem.

As esperanças desfeitas pelo tempo, a voarem junto com as folhas que se desprendem das árvores, numa tarde ventosa e fria de Outono. Essas esperanças, vejo-as a arderem, lentamente, em gelo e a precipitarem da árdua rocha; solo este fértil de incertezas e recantos desbotados, como manchas tingidas na minha alma, branca e translúcida, como a água pura que foi contaminada por químicos emocionais.
Químicos estes, produzidos em mentiras , que elanmaçaram os meus pés... estes pés nus, pois todo o meu corpo se despiu dos mais infímos preconceitos, só para fugir à verdade disfarçada de te amar.
Na tua gargalhada, reconheci o rejeito; da tua voz embelezada e traiçoeira senti o desprezo; dos teus gestos crus senti a indiferença e a crueldade que alimentas de mim.
Da tua nobre lembrança à tua distância frieza, embrasa o meu sangue, que nas minhas finas veias cavalga e circula violento e gela todo o meu metabolismo...

... por ti, regressei.
... por ti, parti. (Novamente.)

... hoje apenas... quero voltar.

run, on our way hidding


Queres fugir comigo?

e agora?


Curvei-me perante as evidências e a decadência que encontrei, foi tão mais funda que o abismo da mente insólita e obscura. Perdi-me nos emaranhados de podridão gerados pelo beco de uma rua só. Cascatas de pensamentos percorrem a minha vida e assombram os meus olhos, perdida na vastidão desta área negra, perdi-me novamente. A saída está num ponto que me é inatíngivel. Que faço eu para voltar à vida?

stuffs