the land of confusion

game over, once more.


Que nenhuma alma ouse impor-se perante mim e usar-me como um espelho para que a sua caprichosa figura se reflicta nos meus olhos.
Não ousem, tornar-me escrava de proveitos e de circunstâncias, porque sou muito mais que uma alma selvagem. Fartei-me de todos os elogios, de uma possível conquista e de todas as manifestações carnais. Não vou voltar a desenhar traços de "naive" na minha mente, nem digitalizar no meu cérebro que tudo é verdade.
O jogo acabou: "game over" para ti. "Tente mais uma vez" para mim.

words


Tamanha e densa ilusão que se instalou na voz negra projectada nos alelos do espaço, que por entre extremidades invisiveis, se apoderou da minha alma baça.
Agora, no fundo da minha mente, despejo os desejos de um futuro morto. Morto pelas minhas próprias mãos. Rasguei todas as palavras escritas naquele caderno. Fiz com que voassem livremente ao sabor do vento. Pois aquelas palavras, nunca fariam parte daquilo em que me tornei.

passível de resposta


Aprendi a pensar como um homem pensa e um homem se transfigurava no mesmo molde que eu. Um e um só rosto. Conheço-o bem.
Encontro-o nos meus pulsos, na labiríntica toca da minha boca, na saliva, na garganta, no palpitar agitado do meu sangue, nos meus ouvidos, no meu arquejante corpo, na minha alma. Tenho medo... medo de o perder ou de viver sem ele. Não quero fechar este livro que o amor, com tanto cuidado escolhera guardar para nós. Mas quero sempre este lugar, onde é uma missão constante, um dia a dia de um destino único, de um só caminho. Acho que não há nada mais a dizer... fale somente, o silêncio que precedera à troca incondicional de olhares entre dois apaixonados.


30/03/2009; 08h19;

... I want/ I can't


I want you next to me. That's all I want... but I'm afraid loosing mind.

someday... which day?


How many special people change?
How many lives are living strange?

Where were you while we were getting high?
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?
Someday you will find me
Caught beneath the landslide
In a champagne supernova in the sky.

palavras ao vento


Por muito que em prosa escrevas, nunca irás saber exactamente a forma de como quero este parágrafo...

Quero reticências, muitas e muitas, quero vírgulas e travessões; de interrogações, está toda a minha história feita. Dispenso qualquer tipo de hipérboles ou de anáforas, pois o exagero agonia-me e as repetições tornam-se monótonas e extinguem a magia.

Exijo pontuação rigorosa, palavras caras e certa entoação nesta ou naquela sílaba. Pois é naquela mesma sílaba que deves sobressair, aquele... exactamente aquele som.

Após, todo este extenso parágrafo, quero que o leias... e muito mais do que ler, quero que me contes o que nele está escrito... e muito mais do que me possas contar... quero que me faças viver, e daqui para a frente quero que desenhes cada letra comigo, para que o abecedário se transforme num código metafórico, que a simplicidade e ternura enfatizem o tema, que a coesão frásica seja da mais elaborada e bela de sempre.

Só existe um senão... no momento em que me deixas-te, a meio deste imenso parágrafo eu deixei de saber ler.


O vazio que em mim se isolou,

fez de mim,

uma palavra incompleta.


Levaste a melhor metade de mim.


E por onde andas tu?


Uma voz de fundo dita-me maquinalmente ao ouvido:

ao sabor do vento.

clean my wounds


Peço-te que me invadas, que me tortures com essa tua dança inebriante que afecta os meus sentidos, que me acorrenta no quarto longe do vazio.

Vem... na loucura de uma noite quente, toca-me como nunca antes, percorre-me com a tua boca, isola o teu cheiros nos poros do meu corpo.

Conquista-me com a tua voz áspera, revela-me o teu fundo, mergulha em mim como mar na areia e afasta todos os preconceitos, porque este nosso amor vale apenas nesta noite, pois amanhã serás, apenas, mais um. Apenas foste a cura para as minhas feridas nostálgicas, de uma tarde perdida no tempo, no meio de uma floresta.

apelo do consciente


Abarco na inconstância do eu constante, com sujeito definido na minha pragmática insegurança. A instabilidade outrora inconstante na minha demais pessoa, desdobro-me de mim mesma, numa intensa ruptura do certo e do errado.
Será errado ser eu certa, na perpétua mudança?
Será que o pensamento é a cruz suástica impingida nos meus dias? Tenho medo de ceder.
Medo de ser novamente encurralada neste emaranhado salgado que verte de mim.
Espelho da minha alma, mostra-me que o "pensar é estar doente dos olhos" (Alberto Caeiro), que não há nada da metafísica nos meus pensamentos incoerentes.
Nostálgia. Estado presente. Desaparece de mim.
23 Outubro, 2009

a vossa inutil existência, apoquenta o meu pobre espírito. parasitas sociais.


Despojos... despojos da incompetência tomada por culto, nestes atormentados seres que habitam este planeta.

Persisto e volto a persistir, na inutilidade das vossas futilidades, nas bocas imundas que vocês têm, nessa vossa mente preversa, que tece escárnios e mal-dizeres e a vossa voz... terrivelmente maligna que visa queimar a vossa língua ao mesmo tempo que intercalam projectos de mentiras destrutivas.

Estou farta das vossas teorias, das vossas pseudo-teorias, das vossas manias e das vossas falsas simpatias.

Vejo-vos com outros olhos, olhos estes que só após uma introespecção é que se encontram no seu "juízo perfeito", onde minuciosamente, detalhadamente, risco por risco, vos traço o perfil. Sim, o perfil.

O erro é vosso, inteiramente vosso.

Tudo, é assim porque é assim e devido à vossa cruel e fingida existência.

Tenho vontade de sepultar as vossas terríveis mentes em aterros, onde tudo o que é podre vai parar. Estou farta da vossa indecência, da vossa má vontade. De todos vocês, que leêm este texto e se identificam.

Estou farta. Muito farta. Mesmo.

... ... ... ... ?? !! ? yes.


Preciso, de um ritmo à parte. Preciso de algo que realemente mexa comigo. Eu oiço-o. Mas não sei onde ele está.

filosophy


If you ever need anything please don't hesitate to ask someone else first.

esperarei por ti, no topo do mundo


Penso que um dia, não serei mais que uma estrela no céu. A passear a minha beleza espacial no firmamento. Incandescente e inflamável, sou eu, um escudo impenetrável, com um trave amargo de chocolate preto.
Escrevo, junto ao mar, junto ao paraíso na Terra, onde o vento me murmura, que a espera não vai ser eterna. Esperarei aqui, o tempo que for. O tempo, é apenas uma referência, não uma marca, não o destino. poderei nunca vir, a o controlar, mas dar-me-ei por feliz se um dia por vir a o acompanhar, numa jornada perpétua de mútua felicidade.
Percorro sozinha, o deserto da minha pele, como seria bom, poder isolar-me nas arcadas da tua mente.
Sinto-me dona de mim mesma, na mais suprema e egoísta maneira. Sou apenas, aquela que passa e ninguém vê. Ou apenas a que vêem e deixam passar. Sou a libertina no quimérico destino, das desavenças das memórias encurraladas no mais obscuro de mim.
Poderei vir a revelar outra face, num outro momento, perdido neste tempo futuro.
Farei a areia invadir-me os pés, e mergulharei as minhas mãos nas lágrimas salgadas que chorei por ti, nesta imensidão que é o meu mar. Navegarei até um dia, encontrar novamente um porto seguro. Que me fará sentir, reluzente no topo do farol. No topo do mundo.
Vou aprisionar as minhas mãos, em torno do meu coração, e não serei apenas mais uma referência, apenas mais uma sombra a pairar nas terras longínquas da própria terra. Serei teu sangue a correr nas veias, quente e fluído. Serei o teu medo e devassidão... mas também serei tua para sempre.

let me go


Selvagem espírito, invade-me porfavor, instala-te nos meus poros, faz-me correr e andar, faz-me agir. Faz-me levitar. Faz de mim mulher, porque não aguento mais, encontrar-me sóbria no meio da loucura infernal da solidão que é a minha alma.

it doesn't ends tonight


- "Meu amor."
- Bom dia pequenino.
- "Gostaste da noite?"
- Claro, foi perfeita como todas as outras em que estás presente.
- "Vou estar sempre aqui, prometo."

ma blondie


"És LINDA, uma pessoa realmente espetacular e nunca duvides daquilo que és, porque és uma pessoa realmente excepcional e quem não percebe isso é porque não merece a tua companhia, o teu repeito ou preocupação. És uma amiga que todos gostariam de ter, e só me arrependo de não te ter conhecido mais cedo." Margarida Caldeira, minha Mar.

melhor amigo


"...Mas ninguém gosta mais de ti que eu. Quando estivessemos juntos ia ser sempre mais uma estrela, um momento único."

(tenho saudades tuas meu J., sempre tua, Soraya)

doida saudade de enamorar(-me)


Estou irremediavelmente contaminada, pela solidão repercutida pelo destino, este fantasmagórico e antiquíssimo sinónimo de sina.
A minha ira calcificada, a serena fragilidade dos pensamentos incoerentes, me guiam por entre os lameiros imundos da cruel sociedade que insiste em julgar-me.
Já vos disse, que não me encontro dentro de parâmetros sociais ou culturais, nem dentro de qualquer outro tema.
Sou a mágoa do nevoeiro a surgir no horizonte.
Lamentando, sinto-me à margem. Fatigada de tantas pressões. Sinto-me atolada de perigos e divergente das defesas.
Defesas estas que na extremidade dos meus dedos, escorregam. Opaca. Vazia.
O amor, foi esgravatado e incluído nas circunstâncias mundanas da futilidade, das bocas imundas e vendidas da Humanidade.
No meu luto, choro. Reprimida em mim mesma, na excepção da minha excepção, sinto a ebulição deste sentimento puro.
Fiel. Incógnito nome queimando a voz. Intrigante.
Nesta demais teoria, ousei reflectir o espelhar das imagens dos meus flutuantes pensamentos e apelar ao sentimento. Pois deixei de sentir há algum tempo, e hoje, audaciosa submeti-me à verdadeira clareza do meu volátil coração: Que estou ansiosa por amar.

pensar


Pensei em escrever, a palavra que nunca antes morrera na boca dos homens.

fénix


No meu sonho ferido, sangro por não saber porquê.
O porquê, das palavras actuarem verdadeiras, cruas e frias como lâminas.
O fingimento abala-me... encontros ao entardecer.
Enquanto espreito, o efémero crepúsculo
Que dá aso ao esquecimento da noite
Embalada em cheiros característicos,
Volto a fingir.
Fingir, que acredito, na mentira tecida.
Ah!
"Quando já pensa existe." (Alberto Caeiro, poema I)
A máscara, que isola a alma da mente,
Tão penosa se mostra,
Isolada na podridão
Da paisagem pintada.
De autor desconhecido.
Escondo-me dos esboços quotidianos,
Fujo dos parágrafos que tenho por terminar.
Deus...
Deus, faz com que os meus demónios se acalmem.
Me transportem novamente à vida.
Pois estou morta, em mim mesma.

deixar-te caír


Deixar-te cair.
Deixar-te cair
Para que renasças
Em ti,
E só para ti.

Afastar-me do teu caminho
Tirar os dedos que te tapavam a boca
Com mel e escuridão,
Para que respires
E que no teu respirar
Encontre restos do que foi o meu.

A tua paz será sempre a minha paz.

O teu viver iluminará
Um mundo melhor que o meu
Sei que sou apenas o que de mortal
tem a sombra
Que teu sol projecta.
Nascerás sempre
Mesmo que não seja para mim. Fernando Ribeiro.

a conversation


Ninguém sabe o bem que me fez, ouvir e ser ouvida, palavras que nunca antes pude dizer, palavras destinadas a um só ouvinte. Apelo à compreensão, apelo à emoção e apelo ao desfolhar do passado.
Fez-me bem, sentir-me bem ao falar da dor, da ferida mal sarada. Foi como flutuar perdida, tal e qual naquela doce maneira e aqueles ataques de risos espontâneos. A seriedade e a atenção, que tanto procurava em todos e no entanto só uma pessoa tinha essa qualidade.
Foi diferente, fomos humanos, ficamos leves. Dissemos tudo, o que nunca antes havíamos dito.
e sou uma melhor pessoa, depois deste momento? Sem dúvida.

as a known memory


"Come. As you are. As you were. As I want you to be."

No decorrer dos dias, apercebo-me que muito mudou. Eu mudei. A minha fala, a minha escrita, as minhas emoções e o meu estado de espírito.
Evoluí?
Talvez.
Sinto-me mais humana, menos pesada e sobretudo, feliz.
Palavra que me ocorrera no meu dicionário como incerta.
Hoje vejo, que afinal, ela sempre teve a sua definição estável e de longa dura na minha vida. Umas vezes mais, outras vezes menos. Nunca como inexistente.
Certamente, nunca a senti desta maneira. É tão natural, e tão presente.
Ao mesmo tempo que tenho tudo, falta-me algo. Falta-me uma raiz, falta-me um chão.
Ganhei asas, apercebi-me do que realmente me rodeava. E agora o que quero?
Eu sei o que quero.
Pergunta-me mais uma vez...
Sim, estou feliz.

n e v e r m o r e


JUST because of you... I am me.
The other me is gone and dead, and it won't be return.
Nevermore.

até já II


- "Feia".
- Gordo.
- "Estás boa?"
- Sim, e tu stupid?
- "Também miuda."
- Então e...
- "Preciso de te ver já!"
- Que se passa?
- "Preciso, de te ter perto."
- Mas porque motivo? Há alguma coisa em especial?
- "Preciso... preciso de ti."
- Que fofinho!
- "Vou aí ter agora, posso?"
- Vem. Eu desço e vamos dar uma volta à praia.
- "Perfeito!"
- Também preciso do teu quente abraço. É bom.
- "Beijinho?"
- Mais que um! Eu exijo!
- "Daqui a 10 minutos na praceta?"
- Sim, pode ser.
- "Então, até já minha flor."
- Psssst, gosto de ti.
- "Eu... mais, muito, mas muito mais."

JG



"Amo-te!"


(e do nada, quando mais apetece o calor de umas das pessoas que mais gostas no mundo, aparece esta palavrinha no ecrã do meu telemóvel.)


do melhor amigo.

lucidez


A gritaria infernal, instala-se na região periférica da minha alma, onde regem as memórias e os desejos, de revolver as feridas mal curadas, que o tempo aliviou mas não sarou. São fardos pesados, que vivem embalados, na emoção de momentos, das visões do quotidiano e da certeza da incerta decisão de recuar ou avançar, neste impasse dançante que é o destino.
Acordo, deitada e rodeada de demónios. Demónios estes, meus aliados de pensamento. Demónios interiores, que me apavoram, mas estranhamente me acalmam em dias em que o sol para mim não nasce e na escuridão da presença transparente, amanheço no branco e preto.
Deitada em mim, absurda tristeza, apazigua o fumo inalante da cigarrilha, pendente nas mãos de trapo, da marioneta viva. Esta que sente, está que arde mesmo sem se ver, por entre a multidão se esconde. Por trás da máscara grega.
Desfio os fios da malha, de minuto sim e não. Procuro respostas, nas calamidades da injusta calçada, do beco sem saída, desta merda que é a vida.
Sim, porque não há traços de boa nostálgia, que agora queira recordar; apenas os traços da pura melancolia, que me enche ao anoitecer do dia e que a escrava mão ousa escrever, descrever... a intensidade da mentira com que preenche e pinta a vida.
Só, agora entendo, o porque de a vida ser bela. Que, todas as interrogações, e a má pontuação desta história somos nós, e que a vida é bela, na sua utópica definição. E nós... nós que choramos em vão, as lágrimas dos que vão, da dor sentida na solidão, são apenas perífrases.
Volto a recordar na confusão, da bela merda de vida, que por ser tão difícil é que dá prazer em vive-la.

Exactidão e conformidade de um pensamento redundante.

juro


"Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar."
Juro.

stuffs