the land of confusion

Friamente


Era tudo tão verdade quando eu acreditava nas tuas mentiras, no mundo que me prometeste e que não cumpriste, todos aqueles sonhos, todo aquele utópico reino.
Como é que alguém é capaz de roubar-me uma vida, como é que se consegue juntar os cacos e partir para outra? Seriamente não sei, pois se soubesse já o teria feito, já se passaram quase sete meses, e agora, não sou mais uma criança e já ganhei mais forças, e qualquer dia irei dizer que foi apenas um "part-time love".
Hoje, sem ressentimentos e de consciência livre digo: estou a aprender a ser feliz, aquilo que vou ser ninguém me diz. Desabafos.

Soraya Morais

Homenagem


Vasco Santana, para mim o melhor actor que Portugal viu, célebre pelos seus fantásticos filmes, principalmente "O Pátio das Cantigas". Filme de génio, que todos nós conhecemos, (ou deveriamos conhecer), em que frases como: "Ó Evaristo, tens cá disto?", diálogos surpreendentes com António Silva, a fantástica ginástica sueca (ou cueca) e claro, sem esquecer o seu monólogo com o candeeiro: "Mas tu pensas o que? Que és o Sol que ilumina o mundo?".
Grandes vivas te dou, mesmo depois de morto, pois tu Vasco Santana és exemplo para muitos filhos de Portugal.

Soraya Morais

Alianças


Como, e o que for possível eu irei mudar, para que finalmente consiga obter aquilo que sempre sonhei. Estabilidade, conforto, protecção todos estes sentimentos que alimentam as minhas fantasias.
Em alguns momentos penso que sou egoísta, fria demais, que vejo demasiados defeitos e poucas qualidades, que desprezo oportunidades de ser feliz e no fim, ainda acabo por magoar as pessoas que gostam de mim.
Destino, quem fala em destino? Já não sei do que se trata, se de um compromisso eterno com a vida ou de uma liberdade condicionada. Odeio estes sentimentos que se isolam dentro de mim, como a chuva que invade os céus no Inverno, e o frio que arrepia os corpos num súbito sopro do vento. Sentimentos estes denominados tristeza, solidão, pressão e desgosto.
Há quem recupere rapidamente de situações críticas, outras, isolam-se e sofrem sozinhas; sofrem cada momento, cada segundo, cada decepção, cada insegurança.
Sinto-me uma alma perdida que vagueia à luz de um candeeiro, sem saber para onde irá, guiada apenas com a razão: viver como vingança do que viveu. Exigem muito de mim, mais do que aquilo que posso dar, e o que me dão em troca? Nada, nunca existe recompensa alguma. Não aguento, o pânico está isolado em mim. Desabafos.

Soraya Morais

Nunca houve uma razão


Nunca houve uma razão, nunca houve um modo, isto é como as passagens de primaveras, trocas de estações. Porque é que me deixam sozinha sempre? Porque é que isto acontece durante todos os momentos? Não há explicações…
Vazio, existência de espaços, enfrento todos os factos, mostro-me como falível, tudo para mostrar que tu podes encontrar uma outra maneira, melhor, bem melhor do que a que encontrei.
Por vezes, penso que encontrei o meu caminho, mas é tão estranha essa saída, e recuo… esqueço-me quem sou.
Eu tentei, juro que tentei, mas a vida não é feita à minha medida, muito menos por mim.
Adeus, adeus, apenas, adeus. Desabafos.

Soraya Morais

Para onde me levarem


Deixa-te ir para onde o teu interior te levar, deixa que apareça a criança que há dentro de ti, faz com que a tua ingenuidade te leve a cair em abismos para que assim aprendas e que te levantes todas as vezes que caíres.
Faz com que o teu destino seja o teu esboço, que te percas no horizonte, guiado pelas cores vivas do pôr e nascer do sol. Deseja com todas as tuas forças, o firmamento das estrelas, os teus sonhos e conquistas.
Cria o teu próprio labirinto de vida, exerce todas as funções e luta com todas as tuas forças pela tua felicidade, independentemente de todos os factores exteriores, ignora simplesmente os maus agouros e realiza-te.
Desenvolve capacidades que te levem a seres maior, grita por ajuda quando precisares, deixa o orgulho e o passado para trás, pois dele só ficaram as recordações boas que nunca nem por nada devem ser desprezadas ou esquecidas.
Lembra-te, de quando te sentires mal, corroído interiormente, vai estar lá sempre alguém para te apoiar e dar a mão, ajudar-te a evoluíres e a seres melhor que ti próprio. A vida é muito mais que um “ser”, a vida é um bem que te foi dado especificamente.
Todas as dificuldades e desafios, servem para pôr à prova as tuas competências, nomeadamente a paciência que requer muita prática e que te levam a todos os teus objectivos.
Deixa-te ir, não olhes para trás, vive somente o que te pertence, devolve-te a ti, sê livre, deseja-te, firme e capaz tu irás conseguir. Desabafos.

Soraya Morais

Personalidade


Tanto tempo já se passou, eu não consigo esquecer tudo o que fui e tudo o que sou, tudo o que me foi mostrado, parece ser um sonho, melhor, um pesadelo do qual quero acordar mas não consigo.
Mas sei, que nada me pára nesta jornada difícil, de ultrapassar todos os obstáculos, todas as vivências, todas as experiências. A vida é um cristal, em que vês muitos reflexos, infinitos, é isto que nos propõem, passar por cada um desses reflexos.
Várias vezes me pergunto, o porquê de dar voltas e mais voltas à minha consciência, encontrar fragmentos de tempo, fragmentos de vida, fragmentos de tudo perdido no meio de nada. Dilema este, que luto incessantemente, por cada dia que acordo e respiro, enfrentando um novo horizonte.
Distante ainda é o caminho que iniciei, os meus objectivos, os meus sonhos, os meus planos, a minha vida.
A descrição do que nunca quis, mas que no entanto estou a viver e a ultrapassar, os sonhos que quis que se tornassem em realidade, não passaram mais que meras fantasias, situações irreais, sem tempo, sem espaço, sem fundamento; não consigo perdoar nem esquecer.
Estas são as minhas palavras que nunca disse antes, nunca me mostrei assim perante alguém. Não recorro a isto por ajuda, nem por alivio constante dos meus sentimentos e pensamentos, escrevo porque sinto que consigo mudar e constatar que no final à sempre alguma coisa que valeu a pena.
Todas as lutas, todos os sonhos, todas as lágrimas e sorrisos, um por um, tudo valeram a pena. As conquistas, as derrotas, as desistências não por cobardia mas sim por não haver condições de sofrer, é esta a minha vida, os sentimentos não mudaram.
Agora, agora é muito inconstante, nada foi o que quis, o que quero agora é manter-me firme perante isto, viver cada fracção de segundo, desfrutar de tudo o que faz o meu coração bater. Receber energias quando precisar, oriundas da natureza, das pessoas, dos objectos, dos meus sonhos.
Quero ter as certezas que perdi, que nada disto me faz mudar, mas que me faça evoluir e ser uma melhor pessoa, transformar os meus defeitos e fazer sobressair as minhas qualidades, porque no fundo da insegurança sei que me vou encontrar verdadeiramente. Esta sou eu, e sou assim, não de outro modo. Desabafos.

Soraya Morais

Vácuo


Porque é a única coisa que existe em mim para além da frieza: espaço vazio!

Confiança em mim, confiança no mundo


So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
No nothing else matters

Porque é somente isto que quero, nada mais importa. É este o objectivo que quero realizar, quero viver, mas para isso perciso de espaço para consolidar as memórias soltas.
Obrigado sempre, pela paciência e dedicação, mas agora o jogo mudou e quem manda aqui sou eu, é da minha maneira e à de mais ninguém, vou começar com: ...Era uma vez,

Desapareceu


O tempo todo que passou e que desperdicei, por ir atrás de um sonho, que eu bem lá no fundo reconhecia que era um desperdício. A incessante luta contra a minha vontade, das lembranças que foram deixadas, do tudo que vivi. Agora já foi, é tempo de enterrar o passado, de reconstruír aquilo que é meu por direito, ignorar as memórias, sim porque outra coisa não são. Sucesso que espero ansiosamente, mas pacientemente.
Por tudo o que senti e dei, pelo que via e amava; as minhas crenças, tudo desvaneceu, perdeu-se por completo e não há volta a dar.
Desejo fervorosamente os novos tempos, os novos momentos, as novas crenças e esperanças. Uma vez a amar e outra a perder, os momentos que sempre estiveram presentes e hoje (os bons), guardo perciosamente, até religiosamente, porque não há dúvida que foram marcantes e o melhor de mim. Parte de mim quer voltar e um todo reviver no que sempre acreditei.
Acabou, não há novas chances. Há que seguir a etapa que fui forçada a escolher, é agora, é este o tempo de esquecer e entregar-me de novo.
Até podem ser bonitas, mágicas, e assim por adiante, mas nada vai mudar o que senti e o que dei. O que ultrapassei mediante factores exteriores; tudo o que suportei, tudo o que aguentei, que tolerei.
Até posso aparentar melancolia, mas havia uma só certeza, e essa era só nossa, e nós iriamos estar lá para sempre, aquele utópico sempre.
Os planos, a vida, o destino; tudo desapareceu, como o pôr-do-sol. Todas aquelas palavras que guardo cada uma no meu peito.
Todos os desafios, choros e risos serviram para mim. Tirei partido de uma situação; finalmente recuperei, do que pensava inrrecuperável. Foi dificíl, chorei muito, aprendi com os meus erros, e hoje é assim, finalmente acabou e só uma coisa ficou, (que nunca irá desaparecer), o eterno desgosto!

Soraya Morais

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