the land of confusion
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14 de fevereiro


14 - Oito e um quarto da manhã (hora de Cuba).


A Leonor acorda-me, ou melhor dizendo, o despertador da Leonor acorda-me. Ensonada, tapo-me debaixo do lençol, estava um frio rídiculo no quarto e a hora por si só era rídicula. Oito e um quarto da manhã? Mas quem acorda a estas horas numa viagem de finalistas? Os Maristas de Carcavelos acordam para irem tomar o pequeno almoço e ter uma fantástica reunião com os professores às onze da manhã. Fantástico.


Acordei calma, não estava de mau humor, a Leonor estava a tomar banho e eu, resolvi pôr música para começar bem o dia. Após o rápido banho da Leonor, entrei eu para a banheira com a tarefa de desembaraçar o grandessissimo nó do meu cabelo. Ora foi de escova, ora foi de pente, ora foi de litros de amaciador, ora foi de tudo e... lá consegui pôr o meu cabelo decente todo aos caracóizinhos loirinhos. Pus protector solar, vesti o meu bikini novo todo florido, as minhas calças de ganga fininhas e largas, a minha t-shirt agressiva, chapéu de palha à Mraz e óculos de sol e lá vou eu tomar o pequeno almoço.


Cheguei ao buffet e vi que as minhas meninas já lá estavam, peguei então no meu prato e nele pus, ovo mexido, queijo, pão, manteiga e meloa (estava tão, mas tão boa) e fui sentar-me ao lado delas. Após a refeição, lá fomos todos para o "Show Bar", ter a fantástica reunião.

Sentamos-nos a um cantinho, saquei de um cigarrinho e pensei: fogo, patroa. Nem mais. Ouvimos um monólogo de uma hora e após isso, eu a meggy, a garças e o filipe fomos para a piscina que tinha o bar. Fomos logo para as perguiçadeiras.

Passado uns dez minutos de estarmos instalados nelas, vieram um grupo hilariante de um misto de raças, e de sóbrios, eu juro que não tinham nada. Ora era de funil, ora era de penalti, ora era a dançar, ora era a ouvir música, bem resumindo e concluíndo, eles bebiam tipo esponjas, a toda a hora e de todas as maneiras. Às tantas, um rapaz desse grupinho aproxima-se de nós e começa a meter conversa, o sujeito chamava-se Andrew, era do Canadá e os avós deles eram açoreanos. Após uma introdução tão agradável da conversa, nos apresentamos-nos também. O Andrew pronunciava o nome "Filipe" desta maneira (vou tentar passar a mensagem de como ele dizia): "Fiiiiiliiiiippe", engraçado não é? Mas calma, quando lhe disse o meu nome ele não o soube dizer, então da boca do homem surgiram palavras como: "Sorgai", "Soaig", "Soraig", até que se aproximou da realidade: "Surraie". Fantástico!


A conversa estava animada mas a garças e a meg foram buscar as nossas toalhas à recepção e eu fiquei com o Filipe nas ditas esperguiçadeiras. Às tantas, o "grupinho dos ""fixes"" maristas" decidiu ir para a piscina jogar volei (e desde já vos digo, era com cada pitéu com peneus na piscina, e nerds sexy hot, o delírio - ou não, nada haver) e eu e o Filipe (altes más línguas a gozarmos o prato mesmo à grande e à português), mas eu senti um peso a mais na minha esperguiçadeira, era um rapazão, bem forte, bem musculado e com barriguita de beer que se sentou junto aos meus pés, o dito rapaz chega e diz: "I'm in love" e olha para mim, o Filipe desmancha-se a rir e eu ali feita parva. Bem, o discurso bateu sempre na mesma tecla até que aparece a Rita Barral e eu decido ir dar um mergulhinho com ela à pool. Lá vou eu, mas tanto rápido entrei, como tão rápido saí, cheia de frio, supliquei por uma toalha (pois a minha ainda não tinha chegado), lá roubei a toalha do Filipe que continuava bem patrão na sua esperguiçadeira e o rapazão ainda com o rabo na minha). Eu tremia tanto, que o rapazão se levantou e me abraçou e disse: "Damn, I think I'm in love with you", e eu pensei: FUCK! Mas, ele não se deixou ficar por aí (como o meu inglês não é deveras fantástico, passarei a escrever o que ele disse em português), o homem desatou a dizer que naquele dia era o dia dos namorados e que hoje me ia levar a jantar e a fixe da Soraya disse que ele tinha de perguntar ao pai dela que só por acaso é um senhor de meia-idade de 1,93 m de altura, um tanto ou quanto largo e voz de bagaço, mas para ele isso não era um problema e diz todo contente que não fazia mal, que me levava na mesma e voltou a abraçar-me. O Filipe em vez de me salvar, não, gozava o prato.


Depois desta palhaçada, o pessoal começa a reunir-se junto de nós (inclusivé a meggy e a garças que chegaram com as nossas toalhas). A partir deste momento, tudo se passou. O inferno surgiu.

Era a Garcia a dizer ao rapazão (que já nos disse o seu nome - Mohamed ALi): "Say - SÁBEZ" e ele: "ssábész", era o Andrew a dizer: "I know how spells - "carrailh", "foooodasse", Era o rapazão a dizer para a Garcia: "Damn girl, you have balls" e a Garcia a responder: "SÁBEZ" enfim. Finalmente decidimos ir almoçar ao restaurante "La Piazza", o restaurante italiano do hotel (onde vi o segundo homem da minha vida, canadiano, loiro de olhos azuis, hot hot hot - o primeiro homem da minha vida vem uns dias depois, eu logo vos conto). Bem, a Soraya puxa dum cigarro e toma lá, IN YO FACE, patroa novamente. Pedi juntamente com a meggy uma carbonara (YESS, adivinhem... era N O J E N T A) o Filipe, a Rita e a Garcia pediram pizza, e foi o melhor que eles fizeram.

Pronto isto, fomos ver a praia e sabem de uma coisa? Perdemos-nos duas vezes. Toma lá!

Mas vá, depois lá achamos o caminho para a dita praia e quando lá chegamos, estupidificamos de tanta serenidade, tanta beleza condensada num só espaço. A areia era branca, era macia, a água era azul turqueza, quente, o ar era ameno, era um paraíso no planeta Terra.

Esticamos as toalhas e mais nada, sessão fotografica. Depois, eu e a Garcia fomos para a beira mar brincar. Estou a falar a sério, fomos fazer grandes túneis de areia, poças e poçinhas, buracos e buraquinhos e a tarde na praia resumiu-se a isto.

Após este belo pedaço de tempo, retornamos ao hotel e à piscina e para nossa grande admiração, ou não, o grupozinho do Mohamed and friends estava (estavam) totalmente bezano (bezanos) e eis que vem de lá uma monitora do hotel e disse: "It's time to salsa!" está bem está, a Soraya ficou a sorrir e a acenar, tipo Madagascar - o rei juliano - até que houve uma battle entre maristas e grupinho do Mohamed e adivinhem quem ganhou? OS MARISTAS, pois está claro!

A Soraya, após tal momento (há e é verdade ganhamos a competição e uma garrafa de Ron e do bom!) levantasse e caminha até aos boys dela (dudas e afins que se encontravam na outra ponta da piscina), e até lá teria de passar pelo Mohamed, e não é que o homem me agarra a mão e diz: "I love you". Medo.

E chegou o fim da tarde, ou seja, BEBIDA - BANHO - VESTIR - JANTAR - "O BOA NOITE" - BEBIDA - HAVANA CLUB + BEBIDA.

Todas giraças, eu e as pitas fomos pitar, encher o bule e bora lá partir o chão. Foi só beber, foi só fumar, foi só gajas e gajos, e mais bebida e DANÇA, PARTY! Mas desta noite, não me lembro de quase nada (vá-se lá saber o porquê) só me lembro do facto de estar a dançar com um rapazito estrangeiro, estar a aproximar-me dele e de repente aparece vinda do nada, a minha directora de turma que me pergunta se eu conheço o rapaz, e eu prontamente lhe respondi que não, e não é que a senhora alapou-se a mim? Lá se foi o meu pitéu com pernas. Enfim, nada que um Cuba Libre não resolve-se. Eram quase três da manhã e eu e o Filipe avistamos nas mesinhas o João David e o João Azevedo, podres de bebedos revoltados com um rapazito com outras tendências que estava constantemente a olhar para eles. Bem hilariante.

Eram três da manhã e regressei aos meus aposentos e depois... branca, não me lembro... mas acho que vesti o pijama e adormeci.

AHHHH, fim do segundo dia em Cuba.


(tommorow conto o terceiro).

13 de fevereiro - the first


Prometido é devido (bem, não foi ontem que escrevi as peripécias de Cuba, mas é hoje).

Bem, eram cerca das sete e meia da tarde quando chegamos ao aeroporto de Varadero (menos cinco horas que em Portugal), estavamos exaustos da viagem de onze horas, sim, foram onze horas de tédio, enclausurados num monte de ferro com asas (partilhando-o com imensos senhores e senhoras e alguns individuos "putos" tal e qual como nós do Colégio Valssassina), fizemos escala de uma hora e meia em Sta. Maria nos Açores, dentro do avião.

Mas lá se passaram as onze horas de voo e finalmente chegamos, estavamos mortos por um cigarro, por ar, por terra, por tudo. Mas, antes de atingirmos a porta de saída do aeroporto, passamos por uma data de seguranças, inclusivé, tivemos de passar num gabinetezinho, para mostrarmos o nosso belo passaporte, o nosso visto (ora pois, o senhor simpático - ou não, que não me dirigiu uma única palavra apontou para um papel num formato de um quadrado quase perfeito que eu desconhecia por completo, entrei em pânico, pois sem aquele famoso papelzinho a Soraya não entrava em Cuba, passado cerca de cinco minutos de busca intensiva oiço um berro vindo da multidão que dizia: "Soraya, o visto está dentro do envelope laranja que tens na mão", tchanaaaan, encontrei-o) e o nosso b.i. Contudo, o homenzinho simpático, ou não, mandou-me olhar para um sitio qualquer atrás dele, estava algo longe e a Soraya é pitosga e não conseguia ver até que a Leonor, a minha companheira super fixe me disse de soslaio que eu tinha de olhar para o canto superior direito do cúbiculo do senhor simnpático, ou não, onde se encontrava uma mini câmera para me tirar uma bela de uma fotografia para que o senhor simpático, ou não, tivesse a certeza que era eu Soraya Vitória Rodrigues Bento Morais a entrar em terra cubana.

Após isto, passei ainda por umas maquininhas, onde apitei três vezes e ninguém sabia o porquê de tanto apito, enfim, lá passei pela coisa chata e fui buscar o meu trollei mega fixe branco e duro onde trazia toda a minha roupinha de verão e super Soraya.

Quando tive o meu trollei, nas minhas mãos, desatei a correr para fora do aeroporto e saquei da minha malinha de mão, um marlboro de menta que havia comprado no aeroporto de lisboa juntamente com o Filipe Pimentel e com a Catarina Garcia, coube-me a mim ficar com quatro maços e mais um de marlboro normal que já era meu desde sexta feira. Digo-vos, o cigarro soube-me tão, mas tão bem que até fumei outro logo de seguida (mas antes de acender o meu segundo cigarrinho cravaram-me três cigarros e como boa samaritana que eu sou, dei de boa vontade).

Afim estes minutinhos de alivio para matar a ressaca de onze horas sem tabaco, entramos no autocarro que nos levaria ao Hotel Palma Real de quatro estrelas localizado a cinco minutos a pé da praia e mesmo no centro de Varadero. A viagem demorou cerca de trinta minutos, e eu, tal e qual como havia acontecido no avião, adormeci em pares de cinco minutos.

Às oito e trinta e três chegamos ao nosso hotel. Ficamos encantados!

Entramos as grandes portas de vidro, e à nossa espera estavam um grupo de músicos, típicamente cubanos que cantavam e tocavam maracas, baixo e outro instrumento qualquer uma música tipicamente cubana direccionada para turistas, adivinhem lá qual era? GUANTANAMERA. Pusemos-nos logo a cantar e dançar na recepção, mas calma, aconteceu um milagre - podia-se fumar em qualquer zona do hotel, excepto no restaurante "Buffet" - foi uma dádiva mesmo.

Após a grande recepção e a grande notícia, dirigimos-nos ao balcão para fazermos o check-in e recebermos as respectivas chaves do quarto, algumas informações e umas pulseirinhas cor-de-rosa que nos davam acesso livre a tudo, e quando me refiro a tudo é mesmo a tudo.

Tendo então tudo o que necessitavamos, fomos directinhos aos nossos quartinhos com os respectivos companheiros e respectivas companheiras (a minha companheira era a Leonor, a minha companheira super fixe, namorada do meu companheiro super fixe). Chegando ao nosso quarto, eu reparo que só existe uma cama, e desatei a refilar (mas vá lá, o quarto estava todo bonitnho, a casa de banho era boazinha e tinha varanda e cinzeiro), pousei a mala no quarto e fui reclamar da minha cama (que precisava de uma cama só para mim, porque mexo-me muito e ainda podia matar a Leonor, e não era isso que eu queria), após a reclamação fui jantar e tchanan, passei fome. A comida, eram restos do que tinha sido o jantar e fruta, fruta era mentira.

Começou a fazer frio, e visto que só havia uma chave do quarto (por enquanto) pedi à Leonor que viesse comigo ao quarto para que pudesse vestir algo mais acolhedor (a minha t-shirt dos Nirvana). Mas antes disso, fui visitar as minhas meninas (Margarida e Garcia) ao quarto 2114 (o meu era o 2112), às tantas adormeci cerca de uns dez minutinhos no quarto delas e acordei meia em sobressalto e lembrei-me que havia uma reunião de grupo às 22.30h e nós já estavamos atrasadas um bom bocado. A Meggy e a Garças, ficaram no quarto, e só depois de ter saído do quarto delas é que fui buscar a Leonor e fui vestir a minha t-shirt mega gira dos Nirvana e fomos as duas a correr para o restaurante "La Bamba" (que estava aberto 24h) para a dita reunião e já bem atrasadas.

Quando chegamos lá, os professores olharam-nos com olhos de ouças, parecia que nos iam matar, juro! Sentei-me numa das únicas cadeiras livres ao pé da Ana Jin Ye e do Filipe Apolinário (Polly), logo a seguir a professora Fernanda Barbosa mandou uma indirecta para as "atrasadas". Poucos minutos depois, o Pedro Henriques (Icas) veio sentar-se na cadeira vazia ao meu lado.

Apanhei o sermão a meio, e pelo que entendi (o que vou relatar agora, sucedeu-se na minha ausência quando fui vestir a t-shirt e visitar as minhas meninas) foi que os alunos maristas (nós, portanto) estiveram a beber bebidas alcoolicas sem permissão dos professores, e ainda mais grave, doadas por desconhecidos - os canadianos (os grandes rivais dos nossos queridos professores). E houve alguns berros, tanto da parte dos professores como da parte dos alunos, eu estava no meu cantinho a dizer disparates para o ar e para quem estava ao pé de mim (típico). Conclusão desta reunião... podemos beber, mas temos de pedir autorização aos professores (ohh, que visão amorosa e rídicula!) Lá saímos do bendito restaurante, após a bendita reunião, e fomos para o Lobby (o bar perto da recepção, cheio de mesas e cadeiras, sofás e mais cadeiras e mais mesas) e a Soraya como boa menina que é, abeirou-se junto da sua Dt. e perguntou-lhe: Professora, posso beber uma bebida? e eis que a Professora, meia embasbacada, respondeu: "Hum, podes.", e lá vai a Soraya toda contente ao balcão e em biquinhos de pés pedir um Cuba Libre (Ron e Coca-Cola).

Eu com o meu Cuba Libre na mão, dirigi-me até ao António Joaquim Ramos, o meu querido professor de Educação Física (Toquim) e perguntei-lhe o que podiamos fazer mais hoje e eis que ele pronto me responde: "Podem fazer o que quiserem desde que às duas da manhã (volto a repetir: menos cinco horas que em Portugal) estejam nos respectivos quartos." Sem mais nada a dizer, a Soraya agarra no Filipe Pimentel, que por sua vez agarra na Juliana (Jully) e vamos os três em passo acelarado à discoteca perto do hotel - Havana Club.

Quando lá chegamos, olhamos para a fila que estava à porta e quase apanhamos um desgosto, mas antes que isso acontecesse o segurança do Havana Club perguntou-nos no seu espanhol formoso se estavamos instalados no Hotel Palma Real, e nos prontamente respondemos que sim e mostramos as nossas pulseirinhas rosa. Todos contentes entramos, e aquele ambiente contagio-nos completamente.

Ao ir para a pista de dança, um senhor grande negro agarra-me e pergunta-me se "quero bailar con ele" e eu digo-lhe na hora: Non, obrigado. Estoy com mi namorado (mentirinha), e ele lá me largou.

Lá fui eu toda contente para a pista de dança com a Jully e com o Filipe P. e levantamos o pé do chão. Meu Deus, lá em baixo fazia um calor do demónio e haviam raparigas a serem devoradas por quatro ou cinco rapazes, que deboche! No entanto, no meio do bacanal e da dança, aparece o Toquim e o seu fiel "escudeiro" (em tom de brincadeira) o Professor Daniel Pedro (Dani Pedro) e juntaram-se a nós. E mais, logo de seguida, avisto o meu Duarte (Dudas) todo ensonado, o meu João Azevedo (Azeite), o João David (John Davis) e o Pedro Monteiro também a baloiçarem-se na pista.

Às tantas quantas, todos desaparecem e os Maristinhas no Havana Club resumem-se a mim, ao Filipe, à Jully e ao Dani Pedro e ao Toquim, mas o nosso trio foi para um cantinho "bailar" até que a Jully vê um bife canadiano que lhe interessa e vai tentar a sua sorte e sabem uma coisa, ténénéu, não conseguiu nada, mas depois algo de estranho aconteceu, o bife da Jully veio para trás de mim e começou a dançar, e o amigo dele foi dançar para trás do Filipe P. (estranho não é).

Passado algum tempo, um rapaz vem pedir-me isqueiro e olha para a minha t-shirt e diz super radiante: "NIRVANA ROCKS" e eu: Dammmn (expressão do Filipe P.) e ele: "Nice shirt, nice style" e eu respondi-lhe com um cumprimento mesmo metal.

Eram quinze para as duas e retiramos-nos da disco e fomos dormir para os nossos novos quartinhos: adivinhem - JÁ TINHA UMA CAMINHA PARA EU.



(amanhã conto-vos o resto, agora vou jantar porque estou cheia de fome.)

21 de Fevereiro de 2010


I love Cuba, mi gusta Cuba.

(regressei de Cuba, ontem dia 21 - eu prometo que amanhã eu conto tudo, mas hoje ainda estou cansada e com os sonos todos trocados, portanto...)

13 de Fevereiro - 21 de Fevereiro (2010)


Bem, amanhã dia treze de Fevereiro de dois mil e dez, eu mais cerca de setenta alunos, iremos embarcar ao meio dia rumo a Varadero, Cuba. A hora marcada para a chegada ao aeroporto da Portela, Lisboa é às oito e meia da manhã para que haja margem de manobra face a um qualquer problema que possa existir.
Vão ser sete dias de descanso, férias, água a vinte sete graus, temperatura ambiente trinta e três graus, ou seja, paraíso. Sete dias paradisíacos, na companhia de quem se gosta (vá, e também de quem não se gosta). Para mim, sobretudo, sete dias para pensar, acalmar os meus demónios interiores, divertir-me, ser mais de mim e viver um pouco além do que tenho vivido ultimamente.
Confesso que estou ansiosa, com borboletas a esvoaçarem na barriga, aliás, estamos todos! Uma viagem de finalistas, possivelmente a ultima viagem que faremos todos juntos, quando me refiro a ultima viagem todos juntos, refiro-me ao facto que para o próximo ano lectivo estaremos na faculdade, cada um na sua, eventualmente um ou outro juntos. Quero recordar esta viagem, como a melhor viagem, que a conte vezes sem conta a todos.
Quinta e Sexta (hoje), foram dias em que se ajustaram os últimos preparativos. Depilações, fazer a mala, comprar isto, aquilo, e mais isto, uma data de coisas! Vinte quilos de bagagem de porão, seis quilos de bagagem de mão, ou seja, muita coisa.
Assim que chegar lá é sacar do chapéu de palha, dos óculos de sol e "olá, calor!".
O meu quarto será partilhado com a minha colega e amiga Leonor e será ao lado do quarto das minhas meninas que tanto gosto, estou a falar da minha Mar (Margarida) e da minha Garcia (Catarina). Vai ser só pandam, vão ser dos melhores dias das nossas vidas, certamente memoráveis seja por que razão for. Vai ser a nossa viagem de finalistas. A nossa!

Quando voltar, no dia vinte e um, volto a escrever. Portanto, um beijinho para todos os que lêem e... VOU PARA CUBAAAAAAA!

ma voyage


Como a Margarida costuma dizer: VAMOS A CUBAAAA!

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