the land of confusion
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1 letter to your best friend b)

Meu amor,

Poder escrever para ti é uma contradição, ora é difícil, ora é fácil. O amor que nutro por ti remete-me ao infinito, é algo que não cabe no meu peito, és e sempre serás a melhor e a pior parte de mim.
Ainda que neste momento as coisas entre nós não sejam as melhores, continuas a ter o mesmo valor para mim, independentemente de todas as circunstâncias.
Quero que tenhas a ideia que não há dia em que não me lembre de ti, do teu abraço, do teu sorriso e principalmente dos teus olhos. Os teus olhos verdes claros que captavam (ainda captam) toda a minha atenção.
Relembro cada fragmento da nossa história, cada palavra tua, cada desgosto, cada alegria, cada partida e cada reencontro.
Sempre me incentivaste a prosseguir sozinha, pois sabias que um dia seria assim, eu e o mundo, companheiros sós, e tu não estarias lá. A verdade é que essa tua "quase" profecia se realizou, ainda continuo meia zonza pois não sei que rumo tomámos e como deixamos que isto nos acontecesse, é claro que cometemos erros, e pelos erros todos que comentemos ao longo dos anos estamos a pagar com a nossa ausência.
Nem sabes a falta de coragem que sinto quando me sinto ainda mais só do que aquilo que já sinto e penso em falar contigo... é difícil poder falar contigo, mas ao mesmo tempo qualquer que seja a tua palavra, essa reconforta-me a um nível surpreendente.
Não há ninguém no mundo que saiba mexer comigo como tu sabes, a forma de alcançares o que queres e teres de mim o que mais ninguém tem, costumo dizer que a maior das minhas fraquezas e a única que tenho és tu.
Há tanto que ainda te quero dizer, mostrar e fazer contigo. Espero que ainda haja tempo e esperança para nós, pois não sei como é viver sem ti, viver sem a recordação do teu abraço, sem a recordação das tuas mãos, sem a recordação do teu rosto, sem a recordação das tuas palavras e dos teus gestos. Tenho medo que tudo isto seja um sonho e que num momento desperte e nada disto existiu no concreto.
Por favor, sei que pensas em mim da mesma maneira que sempre pensaste, nos bons momentos pelos quais passámos e sei que continuas a gostar de mim de uma forma incondicional. Pensa em mim como aquela miúda irritante que te tira do sério mas que ao mesmo tempo pensa em mim como aquela miúda que te ama sem qualquer barreira, que tudo por ti faz, que vira o céu a inferno, que vira o quente ao frio... pensa em nós como um todo, eu na metade não sei como funcionar.
Depois de tudo isto e de toda a viagem que te incitei a reveres, não te esqueças que sempre serei o teu porto seguro, e vou esperar até que a tempestade passe e finalmente, que tu regresses.
Por tudo e com amor,
sempre tua Soraya.

porque és, foste e serás

O que já foi, já era e o que é, é inconstante nesta linha que se cruza entre o meu e o teu. Eras o que jamais ninguém será, és o que sempre foste e sempre serás. Ontem foste o meu orgulho, hoje és a minha frustração, amanhã serás o meu ideal, sei que serás.
És o sempre concreto, objecto veiculado pela minha mente, o ser imperfeito que Deus criou, és tu na condição imperfeita do divino ser humano. Certamente te amo, pelo que foste, pelo que és, e pelo que sempre serás, amor impossível verdade seja dita: amei-te até ao ponto incondicional, até ao infinito, muitas e muitas vezes com direito a ida e volta.
Serás sempre, o meu passado de muitas alegrias mas ao mesmo tempo, sabes como ser a maior das minhas desilusões, o pior dos meus pecados e o manifesto da pura ignorância depositada nesta esfera a quem chamam mundo.
Para muitos, és visto como uma doença mental que reside em manifestar-se em mim, para mim és uma virtude fonte de toda a minha liberdade. Amo-te mesmo sem quereres, amo-te por seres o que és da maneira como ousas ser.
Perdi-te na inutilidade dos meus actos, mas eu nunca te escorracei por muito que me pedisses. Nunca olhaste a meios para atingires os teus fins, passaste por cima de tudo o que te dei, de tudo o que espero de ti, por toda a minha fragilidade. Reabriste e acendeste a dor em mim, tocaste na ferida que arde sem se ver, e não, não é amor. É mais que isso. Muito e muito mais do que possas achar ou definir.
Um mundo, um mundo sem ti é vazio. Mas respeito que quiseste partir, mesmo que me tivesses magoado como nunca antes ninguém magoou e agora tudo faz sentido quando dizias que eu estava sozinha no mundo, é verdade, sem ti estou sozinha.
Quero que saibas que muitas serão as palavras que escreverei sobre ti. E todas elas valeram muito mais do que um papel. Todas elas são-te, inteiramente dedicadas, mas hoje e somente hoje, e este, e somente este texto terá pela última vez o teu nome escrito.
Amo-te sempre, torno a dizer, é constante. Foste, és e serás, o melhor e o pior de mim.

Para ti, João Pedro Sousa Guerra (o meu sempre, melhor amigo);
Tua, sempre, Soraya.

chega perfeitamente

"Do pouco que te dou, dou com sinseridade. Faço o melhor que posso e o melhor de mim tu já tens. Chega-te isso?" Jete.

caga na "dor de pensar"


"E tu, não deprimas pita. Porque tens tanta sorte em ter tudo o que tens. Tal como eu. Temos tanto e por vezes somos tão injustos com nós mesmos. Em vez de sorrirmos preferimos pensar, procurar algo que nos faça ficar triste, talvez porque somos felizes, talvez porque estamos fartos dessa felicidade. Por isso sorri pita, muito, sempre, caga na "dor de pensar" e vive mais, muito mais meu amor, tu mereces mais que ninguém!"
Jete

instantes


Desde a tua partida, que perdi o meu rumo, que ando perdida. Durantes as noites, os meus sonhos são inteiramente dedicados a ti, só consigo ver a tua cara, ver todos os teus traços perfeitos nitídamente. Procuro incessantemente por alguém, mas ninguém se adequa a mim, ninguém te consegue substituír.
Sinto um frio, que subitamente aparece e me percorre o corpo, que espera ansiosamente por um abraço quente teu. O meu pensamento continua a reflectir-te nos meus olhos, e estes ao minimo sinal teu... choram. Desabafos.

O que nos pertece, pertencer-nos-á para sempre. É uma verdade inevitável.

Every breath you take, every move you make you belong to me. Can't you see? (you're all I need)

Soraya Morais

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