the land of confusion

so low the sky is all I see

My eyes seek reality
My fingers seek my veins

distorções

nunca a dimensão de um momento,
se julgou tão confuso.


Às vezes, dou por mim a pensar no que sou. Dou voltas e voltas, em torno de um círculo profuso e difuso do meu pensamento, e reparo na severidade com que por vezes encaro certas situações. Averigo-o cada detalhe e cada linha ténue da situação, cada esboço, cada retrato, cada vírgula e cada palavra, neste diálogo confuso. Este emaranhado de situações reais e irreais, criadas ou não por mim.
Que posso fazer quando por tal acto sou julgada, sem tamanha culpa ter? Com que banalidade sou facilmente punida, por querer dar algo que vai para além de mim. Por vezes, sinto retracção, ao pensar que posso ter um mundo nas mãos. Poder pensar e agir, conforme a tamanha liberdade que possuo, para ser bem recebida. Num entanto, parece que a acção perde a sua intenção inicial e é facilmente contornada e distorcida, de forma a gerar um conflito desnecessário?
Por vezes, quase que me sinto obrigada a não mais reter todo o sufoco torturante, por só fazer as boas acções para causar o mesmo efeito que me levou a fazê-la ao interlocutor.
Não sei bem, se será apenas o meu mau feitio e personalidade, ou a (in)capacidade de compreensão de quem, em primeira mão fosse o benfeitor.

waste reality

I'm not the kind of person you think I am

The feelings that I hide behind
Sometimes reality's unkind.

inté



Muitas palavras escrevi, num extenso papel que agora guardo bem perto, mas ao mesmo tempo receio a distância a que levo dele.

Desdobro-o, com cuidado para não rasgar... lá dentro conto a história da minha vida. Leio cada linha como se fosse a ultima vez que a fosse ler, repito maquinalmente todas as palavras que me fazem voar e reviver momentos passados.

Páro, e releio novamente este parágrafo. Como este me faz viver novamente, todas aquelas emoções.

Passo a página à frente. Solto uma gargalhada. Como me lembro tão bem deste riso, deste gesto, daquele brilho no olhar. É como um filme, que agora passa diante os meus olhos.

Estática fico, quando leio uma frase que eu destaquei. Todos os borrões que surgiram daí a diante. Aquelas manchas negras, aqueles riscos todos à procura da palavra exacta que parecia não querer ser escrita. Aqueles espaços em branco, guardados à espera do momento propicio para ser preenchido; aquelas horas de tormento, em que o choro era incontrolável. Todas as páginas em branco que deixei, à espera que fossem escritas. e de um momento para o outro tudo mudou.



Muita coisa aconteceu.



E como tudo não pode ser explicado, para sempre irá estar guardado. Neste meu frágil pedaço de papel.

E um dia, voltarei a le-lo. Por agora não. Foram as muitas páginas da minha vida. Que simbolizam a criticidade de alguns momentos, felizes ou infelizes.

É estranho como me sinto perturbada cada vez que leio. e agora, nunca mais vou ver.


INTÉ.

pensamentos


"I've tried so hard to tell myself that you're gone... but though you're still with me, I've been alone all along."

stuffs